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O PROJETO

Este projeto propõe a realização do registro de memórias de mulheres negras da cidade de Indaiatuba e região, através da escrita e de relatos orais, a fim de revelar e visibilizar suas trajetórias.

A importância deste projeto reside no fato de ser a memória das mulheres negras um patrimônio valioso. Território onde habitam fatos importantíssimos da história de nossa sociedade. A história de um povo, quando não contada, corre o risco de desaparecer no enlevo do tempo. Muito se sabe o quanto o registro da história da população negra brasileira foi negligenciado. Simultaneamente, as estratégias criadas por nós, indivíduos negros, no processo da diáspora, para mantermos vivos nossos valores civilizatórios africanos e afro-brasileiros, teceram ao longo do tempo o que hoje chamamos de cultura afro-brasileira, manifesta em uma pluralidade de formas de expressões e modos de fazer. Raramente encontraremos a beleza da nossa cultura nas peças e exposições dos museus. A beleza reside em nossas memórias, em especial, nas memórias das velhas negras, as grandes mães.

DAGMÃ

Contam os mais velhos, que Dagmã era o verdadeiro nome da Orixá Obá, a esposa mais velha de Xangô, que como ele, possuía como principal atributo a coragem, o amor pela família e a habilidade de escutar.

Guerreira, Obá liderava a sociedade secreta de Elekô, composta apenas por mulheres, que dentre outras funções, zelava pela preservação da relação entre as mulheres e a terra, para alguns grupos humanos, a grande mãe ancestral.

Acreditamos que toda mulher negra carrega e manifesta o arquétipo de Obá, ou Dagmã, já que organizam e estruturam a sua comunidade e sua família. O samba é a forma de expressão afro-brasileira mais praticada pela população negra de Indaiatuba. Nós mulheres raramente protagonizamos as rodas, mas sempre estamos presentes. Assim, em SAMBA DE DAGMÃ, nós mulheres negras protagonizaremos a fala, os processos mnemônicos e a musicalidade.

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NOSSO PROJETO É DIVIDIDO EM 3 PARTES:

QUEM FAZ

O SAMBA DE DAGMÃ

Marina Costa é pedagoga, contadora de histórias, arte-educadora, cantora e dançarina popular, Marina Costa tem sua atuação profundamente enraizada nas tradições de matriz africana. Sua trajetória é marcada pela participação ativa em diversos espaços culturais, como a casa de candomblé Ilê Axé Odara, em Indaiatuba/SP, a Rede de Batuque de Umbigada "Casa de Batuqueiro", em Piracicaba/SP, o Grupo de Jongo Filhos da Semente, também em Indaiatuba/SP, e o Coletivo Sarau Café com Pretos, em Salto/SP.

É criadora e gestora dos projetos "Dan – O que conta o arco-íris" e "Do corpo ao conto – Encontro de Contadores de História de Indaiatuba", ambos contemplados em editais públicos e realizados com grande sucesso. Sua prática educacional e artística valoriza a cultura afro-brasileira e fortalece o legado das tradições orais e corporais, promovendo a preservação e o compartilhamento desses saberes.

Agora, Marina está à frente do projeto "SAMBA DE DAGMÃ" contemplado pelo PNAB Nº 01/2024, onde propõe a realização do registro de memórias de mulheres negras da cidade de Indaiatuba e região, através da escrita e de relatos orais, a fim de revelar e visibilizar suas trajetórias.

"Samba de Dagmã", foi um projeto contemplado pelo Edital 01/2024, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura de Indaiatuba.